Dez dicas
Pensando nisso, segue, 10 dicas que
podem ajudar no desenvolvimento de habilidades no relacionamento interpessoal.
Confira abaixo:
Coloque-se no lugar do outro: cada pessoa é diferente da outra. Existe, portanto,
uma riqueza de variedade e diversidade de indivíduos. O principal, para fazer
qualquer coisa importante no mundo corporativo, é a capacidade de ver as
diferenças nas pessoas e saber utilizá-las para o bem da organização. Ter
habilidade no relacionamento interpessoal é encontrar a pessoa que fará o que
você deseja que seja feito.
Adapte a sua abordagem: você conhece pessoas arrogantes? Insensíveis?
Distantes? Ocupadas demais para dar atenção? Com pressa de discutir a própria
pauta? Mas… e você? Oferece respostas, soluções, conclusões, declarações ou
simplesmente dá ordens rápido demais durante uma interação? Este tipo de
comportamento é comum em pessoas que não ouvem. Interprete o seu público. Para
uma melhor abordagem, selecione sua abordagem interpessoal focando no outro, em
vez de ter como ponto de partida você mesmo. Sugestão: pense em cada interação
como se a outra pessoa fosse um cliente que você quer conquistar. Como você
criaria uma abordagem efetiva?
Gerencie os primeiros três minutos: administrar os três minutos iniciais é vital. Tente
ficar aberto e acessível para receber a maior quantidade de informação possível
no começo da interação. Isso significa deixar os outros à vontade para que
possam compartilhá-la. Ou seja, significa iniciar uma boa relação com os
colaboradores, ouvir, compartilhar, entender e oferecer um ombro amigo. Quanto
mais você deixar que deem o primeiro passo e falem no início da interação, mais
você saberá sobre elas para poder adaptar sua abordagem. Isso não tem preço.
Ouça ativamente: pessoas com habilidade nos relacionamentos
interpessoais são boas ouvintes. Elas ouvem para compreender e recebem as
informações para escolher melhor a própria reação. Ouvem sem interromper e fazem
perguntas para ter um esclarecimento maior. Não julgam imediatamente: a
impressão poderá vir depois. Fazem que sim com a cabeça e reafirmam o que a
outra pessoa disse, para mostrar que compreenderam. Podem até mesmo fazer
anotações. Ouvintes ativos obtêm mais dados.
Fale mais de si mesmo: fale o que pensa sobre um tema corporativo e
pergunte pelo ponto de vista dos demais. Repasse algumas informações que
considera que ajudarão os outros a trabalhar melhor ou ampliar seus horizontes.
Revele mais coisas sobre si. Revele coisas que as pessoas não precisam saber
para fazer um bom trabalho, mas que podem ajudá-las a se sentir valorizadas.
Invista tempo e energia para saber e se lembrar de coisas importantes sobre as
pessoas ao redor das quais, para as quais e com as quais você trabalha. Tome
conhecimento, se possível, de três coisas sobre todos – seus interesses, seus
filhos ou um assunto sobre o qual possam conversar além da pauta corporativa.
Estabeleça temas sobre os quais possa conversar com cada uma das pessoas com
quem trabalha e que transcendam as interações estritamente profissionais.
Administre a linguagem não verbal: manter o olho no olho, concordar com a cabeça
quando o outro está falando, além de falar com ritmo e de maneira agradável,
faz uma enorme diferença no processo interativo. Esforce-se para eliminar os
hábitos inconvenientes, tais como falar rápido demais e de maneira forçada,
usando palavras fortes ou uma linguagem carregada, e evite entrar em muitos
detalhes. Tenha sempre cuidado ao dar sinais de falta de interesse, como olhar
para o relógio, mexer em papéis ou lançar olhares de impaciência do tipo “estou
ocupado”.
Abrace as diferenças: há quem fique à vontade e seja eficiente diante de
algumas pessoas, mas não de outras. Alguns podem ficar calmos com os
colaboradores diretos, mas sentem-se tensos diante da alta gerência. O que as
pessoas com quem você se sente à vontade têm em comum? E aquelas com as quais
não se sente à vontade? É o cargo? Estilo? Sexo? Os princípios da habilidade
nos relacionamentos interpessoais são os mesmos, independentemente do
público-alvo. Diante dos grupos com os quais não se sente à vontade, faça o
mesmo que faz diante daqueles com os quais se sente confortável. É simples
assim. E os resultados geralmente serão os mesmos.
Tome a iniciativa: você é tímido? Geralmente hesita e deixa os
outros assumirem o comando? Sente-se vulnerável demais? Tem medo de como os
outros vão reagir? Não está plenamente confiante das suas habilidades sociais?
Estenda a mão primeiro. Mantenha o contato visual. Faça a primeira pergunta.
Pratique num ambiente de baixo risco, conversando com estranhos fora do local
de trabalho. Estabeleça uma meta de conhecer pessoas novas em todas as reuniões
sociais e descubra o que você tem em comum com elas. A única maneira de as
pessoas saberem que é tímido e está nervoso é se você demonstrar isso. E não
deixe de observar o que os extrovertidos fazem que você não faz. É sempre um
aprendizado ver e praticar esses comportamentos.
Lide habilmente com quem você não
gosta: o que os demais enxergam nessas
pessoas para acabar gostando delas? Que aspectos positivos elas têm? Existem
interesses em comum com elas? Faça o que fizer, não deixe transparecer o que
pensa. Coloque suas opiniões sobre elas de lado, concorde com a cabeça, faça
perguntas e resuma o que foi dito, da mesma forma que faria com qualquer outra
pessoa. Não permita que ninguém seja capaz de distinguir se são seus amigos ou
não.
Use e abuse do aikidô: pratique o aikidô, a arte milenar de absorver
a energia do adversário, utilizando-a a seu favor para dominá-lo. Deixe o outro
lado desabafar suas frustrações, mas não reaja diretamente. Lembre-se de que,
geralmente, a pessoa que revida é a que acaba tendo mais problemas. Não reaja.
E não julgue. Quando o outro lado tomar uma posição rígida, não a rejeite.
Separe a pessoa do problema. Quando alguém atacá-lo, reformule a frase como um
ataque ao problema. Em reação a propostas irracionais, falta de resposta a uma
pergunta ou mesmo ataque, você tem sempre a opção de ficar calado. Geralmente,
elas respondem falando mais, deixando um pouco de lado a posição que assumiram,
ou ao menos revelam seus verdadeiros interesses. Muitas vezes, os desabafos sem
limites e a sua compreensão são o bastante para diminuir o conflito.


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